Tarô, o Tradutor Quântico

PARTE I

“Um ser humano é parte do todo, chamado por nós universos, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele experimenta seus pensamentos e sentimentos como algo separado do restante- uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Essa ilusão é uma espécie de prisão para nós e nos restringe às nossas decisões pessoais e os afetos por algumas pessoas próximas a nós”. (Einstein, A Ciência e o Campo Akashico, pg 55/56)

Após algum tempo de sacerdotisa, arcano 2, estou de volta finalmente trazendo tudo o que foi pensado, refletido, pesado nesses últimos tempos. Lendo alguns autores, cientistas e pesquisadores das teorias da física quântica, muitas relações me vieram à mente no que tange o funcionamento dos oráculos em geral. Antes de tudo, penso que oráculos movem a mente, a nossa energia psíquica, algo que não podemos tocar diretamente, mas que supomos a existência, além do nosso cérebro e percepções. Não sou especialista no assunto quântico, provavelmente o Dr. Sheldon Cooper (seriado BigBang Theory) riria de mim, porém tudo o que estarei explanando aqui visa apenas um exercício de imaginação, da possibilidade de compreendermos a mágica ou “tecnologia” que existe por trás dos oráculos em geral, do simples fato de que possamos tirar uma carta e esta simbolizar nosso momento e futuro, ou que através de astros tão distantes, possamos tomar símbolos, significados decisivos de uma reles vida humana.

É possível notar que tudo o que se fala atualmente sobre teorias quânticas, muitas vezes esbarram em conhecimentos ocultistas esotéricos, ou até mesmo conceitos de antigas religiões, como a hindu por exemplo. Neste artigo, predominantemente estarei citando conceitos do livro “A Ciência e o Campo Akáshico” do físico Ervin Laszlo, que resgata e soma a sua teoria quântica o conceito de uma total integração do universo chamado Akasha, palavra sânscrita que pode ser entendida como sendo “éter”, “radiação” ou mesmo “brilho”, e era então considerado o mais fundamental porque seria o foco irradiador ou o ventre de onde emergiu tudo o que se pode perceber como realidade nossa perspectiva. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Registros_ak%C3%A1shicos). Faz muito os teóricos buscam a “teoria de todas as coisas”, das remotas cosmogonias até os “modernos” cientistas.

Laszlo teoriza: “Sabemos que as interações entre as coisas do mundo físico são mediadas pela energia. A energia pode adotar muitas formas. A energia precisa ser transportada por alguma coisa; ela não atua no vácuo. Em vez disso, os cientistas estão agora chegando à clara percepção de que realmente atua em um vácuo, a saber, no vácuo quântico. O vácuo está longe de ser vazio: como já vimos antes, ele é um plenum cósmico ativo e fisicamente real. Ele transporta não apenas a luz, a gravitação e a energia em suas várias formas, mas também a informação; mas exatamente, a “in-formação”.

Esse conceito de In-formação é bastante interessante e acredito que tem bastante em comum com as teorias da psicologia Transpessoal e Analítica, entre outras. Este conceito esbarra no conceito de Inconsciente Coletivo, que abarca a memória ancestral da humanidade, onde encontramos os arquétipos, princípios universais, idéias estruturantes comuns a todos os homens. Muitas vezes citamos sobre arquétipos, quando falamos das imagens arquetípicas de um sistema oracular, mas o campo da “in-formação”, me faz refletir o que seria uma espécie de “inconsciente universal”, até mesmo sobrehumano, além planeta Terra, ao qual tem os dados genéticos de toda criação, mas que não excluem os nossos arquétipos, visto que somos todos oriundos do mesmo ponto BIG BANG! Humanos com expansão da consciência muitas vezes retratam que o encontro com o numinoso é algo complexo de conceituar, quando não experienciar e suportar esses “dados akáshicos” de outras dimensões, mas lidamos com ele dentro dos limites de nossas percepções. Digamos que o processador de nossa mente não é ainda muito atualizado.

Oi, eu sou seu cérebro, não a estação de rádio, ok?

Segundo o físico Ervin Laszlo, através de estudos científicos percebe-se que tribos que não nunca tiveram contato entre si compartilham informações. Em laboratório, pessoas demonstram a capacidade de transferência de impressões e imagens, principalmente quanto possuem algum tipo de vínculo afetivo, ou da mesma genética. Isso é muito análogo ao que o grande mestre Carl Jung escreveu a respeito sobre a teoria dos arquétipos e inconsciente coletivo. Mas as conexões vão ainda mais além.

Sumérios! Quem vos contou sobre os planetas do sistema solar que só foram descobertos muitos anos depois?Hackeram o computador cósmico, ou foi visita?

Animais por exemplo, há experiência com cães que sabem que o dono está voltando e ficam junto à porta, e que mais especificamente, sabem quando ele está saindo do trabalho, mesmo que sejam horários irregulares. Tudo parece estar intimamente conectado. Mas como podemos observar esses fios invisíveis?

Os oráculos de um modo geral, trabalham com símbolos, e o que é um símbolo senão uma ponte, um meio, pelo qual se expressa uma energia mais expressiva em um determinado momento. Seria ele um instrumento de projeções da psique, algo que reflete o que “já está lá brilhando” quando realizamos a tiragem.

Especula-se que não poderíamos afirmar que tal energia está “no cérebro”, embora nos conceitos materialistas assim o seja, o próprio oráculo já nos aponta que não é bem assim, visto que apenas tiramos cartas aleatórias e que “por acaso” mágico nos identificamos, dão nome exatamente as situações e sentimentos aos quais o nosso mundo interior ou exterior estão passando. Se formos perguntar para os usuários de sistemas de leitura oracular, todos dirão que com pessoas presentes ou não, coloca o dedo na ferida, mesmo que não abramos a nossa boca para relatar os fatos cotidianos. Tudo indica que um oráculo, faz “acesso” a algo além da nossa vã percepção.

Sorria que eu estou te filmando. Ass: Observador Cósmico

Há algo invisível que nos traz dados, mesmo que não tenhamos nenhum vínculo afetivo com o consulente, temos no mínimo, empatia. Como o oráculo é capaz de demonstrar essas informações, essas energias que estão em torno da psicoesfera de uma outra pessoa?

Diz então o físico quântico E.Laszlo:

“Para a maioria de nós a informação são dados ou as coisas que uma pessoa conhece. Os cientistas que estudam a realidade fisica e a vida estão descobrindo que a informação se estende muito além da mente de uma pessoa individual, ou até mesmo de todas as pessoas consideradas em seu conjunto.  

Como os antigos sábios já conheciam, e os cientistas estão hoje redescobrindo, a in-formação está presente no mundo independentemente da volição e da ação humanas, e é um fator decisivo na evolução das coisas que suprem o mundo real. A base para criar uma teoria de tudo é o reconhecimento de que a in-formação é um fator fundamental da natureza”. (Idem, Pg21)

Então, compreendendo: podemos pensar a in-formação no sentido de algo que dá forma, estrutura e que compõe todos os tipos de sistemas, seja ele do micro ou macro cosmo. É algo que organiza a matéria e suas diferentes faixas vibracionais. Tudo é composto de átomos, partículas e a in-formação é o que diz como vai ser estruturada a energia que forma a matéria, seja em árvore, gato, humano ou galáxia. Ao que tudo indica, isto também ocorre com os pensamentos, fato que são energia.

Os elétrons que temos hoje são os mesmos, desde a aurora dos tempos. Ou seja, um elétron que estava em uma estrela, pode estar trafegando por você neste instante na grande dança cósmica, enquanto a informação da matriz cósmica mantém a integridade da forma de cada coisa como conhecemos. E nos elétrons está toda a informação vivenciada pela estrela e agora por você.

“A in-formação é uma conexão sutil quase instantânea, não evanescente e não energética entre coisas em diferentes locais do espaço e eventos em diferentes instantes do tempo. A in-formação liga coisas independentemente de quão longe elas estejam umas das outras e de quanto tempo se passou desde que se criaram conexões entre elas”.

 

Então, é aí que podemos pensar os oráculos. Quando abrimos um jogo, o que temos é um portal para o campo da informação, que possivelmente não estão visíveis aos nossos olhos, mas estão aglomeradas nas devidas dimensões, seja no sentido coletivo, no que se chama de egrégoras, assim como no sentido individual, dos nossos corpos energéticos. Nestes planos estão também os registros de tudo o que está acontecendo hoje, que já aconteceu, ou acontecerá, vibrando nossas partículas X, Y ou Z, dessa vida ou de outras, dependendo de qual corpo que falamos. Usualmente tendemos a estratificar em “planos”, ou separá-los em nossa mente para melhor entendê-los, mas basicamente tudo está no mesmo lugar, como se fossem pontos em que grupamentos que variam de vibração, in-formando assim o físico, astral, mental inferior e superior, etc. De acordo as partículas envolvidas, com os elétrons transeuntes, uma energia se mostra ali, celebrando nossas experiências de vidas presentes, ou passadas. E claro, isso só estamos falando de uma vida humana…um microponto meio a um grande oceano.

Circulando, pessoal….

O interessante dos oráculos é que eles traduzem em imagens, seja qual for o plano da pergunta, o que torna bastante claro que o fio invisível que faz saltar a carta que traduz nosso momento é uma associação de nossa mente e campo informacional (onde tudo está ligado) e que torna uma tirada aleatória, na realidade, nada aleatória…

A informação é o que daria a ordem estrutural e o ritmo vibracional dos nossos corpos, até chegar a vibração com menos qualidades do físico-material e mais semelhantes ao grande emissor holográfico em que vivemos (no sentido amplo) e nossa centelha divina (no sentido individual).

Para compreender o que é um “emissor” holográfico, precisamos compreender que o campo de informação é algo físico, a nossa programação, como uma forma de DNA do Universo que diz que ele tem que se organizar assim. Assim, temos uma projeção, onde todos os dados do “filme” estão na matriz em que “roda o programa”. A idéia de um “universo holográfico”foi sugerida por Leonard Susskind e Gerard´t Hooft nos anos 1990. Basicamente, o universo pode ser imaginado como feito de “pontilhismo”, ou seja, dependendo de que distância observamos podemos ver só pontos, uma mancha, ou a imagem de uma fotografia. Cada distância, uma dimensão. Toda a informação da fotografia está sendo emitida pela matriz, independente de vermos pontos ou foto. Na nossa percepção, a realidade é vista como contínua, como nas projeções de cinema. A nossa faixa de consciência só tem vibração para perceber o mundo físico-material, nosso cérebro está projetado para perceber esta faixa física, mesmo que hajam outras vibrações mais densas ou sutis em nossa realidade concomitantemente. A mediunidade e sensibilidade de cada um podem variar, acredito que há pessoas com mais facilidade ou menos de trafegar sua percepção por entre as faixas vibracionais e talvez isso tenha relação com o funcionamento dos elétrons e partículas de seus corpos. De algum modo, acredito que videntes ou pessoas de forte mediunidade vibram menos no físico e mais nos outros corpos, astral e mental, o que os torna comumente vulneráveis fisicamente por estarem menos ancorados na matéria (o que é uma percepção particular minha, quando penso os pés fora da chão na carta do Pendurado). Os oráculos trafegam muito bem por essas faixas se for manuseado por um “piloto” experiente que o leia, mesmo que não tenha uma mediunidade natural muito destacada. O símbolo fará a “mediação”.

Os consulentes esperando consulta no corredor da Matrix.

Com a teoria de interconexão de tudo, o transito informacional é praticamente instantâneo. Existe um fenômeno que a física quântica chama de interconectividade não-localizada que pode servir como referência para traduzir a “eficiência” dos sistemas simbólicos no que se refere ao espaço-tempo.

O mapa de conexões de um usuário no Linkedin e os pontos de maior contato. Imagine os símbolos nesses pontos mostrando o que está mais evidente na nossa rede psíquica.

Em uma experiência feita pelo francés Alain Aspect em 82, notaram que fótons emitidos por um átomo influenciaram um ao outro à distância, sem trocar sinais porque eles o faziam instantaneamente. Ou seja, essa influência não pode ter sido pela faixa que conhecemos de espaço-tempo, mas que podemos compreender que fazem parte deste campo da in-formação, em que ao mexer em algo de um lado, imediatamente estamos alterando outro. Percebe-se então que vivemos em um universo onde existe dimensões “não-locais”, ou seja, onde não se tem emissor-receptor e uma viagem no meio, simplesmente é instantâneo, uma coisa ligada a outra.

Sou responsável pelo que estou dizendo e não
pelo que você está entendendo, diria nosso Mago do Tarô.

O que é muito interessante pensar sobre interconectividade não localizada e oráculos, é que podemos constatar que existe algo que transcende o espaço tempo e que pode ser muito semelhante a dimensão psíquica e portanto, torna explicável os porquês de podermos perguntar sobre qualquer assunto, sobre os sentimentos e pensamentos de outros, sobre situações não relatadas, via internet, via carta ou sinais de fumaça. Todas as informações energéticas já aqui entre nós, em uma faixa não perceptível ao nosso cérebro físico, mas presente no holograma universal, estruturado de acordo com o campo in-formação, que delineia o conglomerado energético ao qual desejamos conhecer traduzido pelo símbolo. O símbolo faz a ponte, pois ele em si é um meio condutor de energia. Por conta disto, uma carta tirada com o pensamento em uma pergunta, ou a posição de um astro no sistema solar pode retratar por seus símbolos experiências coletivas ou individuais. Simplesmente ele está onde deve estar em uma grande estrutura e informa algo. A carta tirada é a carta daquele momento, pois ele é único em si mesmo dentro da rede cósmica. Não quer dizer que a informação nos será sempre útil, visto que dependemos de uma condensação de energia no que desejamos saber (veremos isso depois).

Atemporal.

Jung chamou de sincronicidade essa conexão “não-causal”, pois aparentemente, algo que coincide entre o externo e o subjetivo, ou uma carta tirada de maneira, ou um planeta no espaço, não tem relação direta nenhuma com uma vida humana. É muito provável que o campo informacional e nosso psiquismo em escala individual e coletiva seja essa dimensão “não causal” e “não-local”, vista que ela é uma grande sopa atômica energética e universal.

Efetivamente, a energia da informação que concentramos nos símbolos traduzem-se instantaneamente pela sua imagem, a energia envolvida e que está sendo vivida.  Como na relação com os fótons! Parece mágica, certo?Só porque não conseguimos ver a hábil mão do grande prestidigitador cósmico.

e PARA QUEM SE ANIMOU, ESSE TEXTO TEM PARTE II, A VIAGEM CONTINUA!VAMOS LÁ!

Luciana Lebel
Taróloga

  • Que bom que vc esta de volta li muitos dos seus textos e sempre me agregam muitas informações,obrigada por compartilhar conhecimento.

    • Luciana Lebel

      Rosangela, obrigada!Eu fico muito feliz por ter este retorno! abraço!